Agosto Lilás: MS já registra três feminicídios nos primeiros dias do mês e chega a 21 casos em 2026

Números reforçam o alerta sobre a violência contra a mulher no estado durante o mês de conscientização pelo fim da violência doméstica e familiar

Agosto Lilás: MS já registra três feminicídios nos primeiros dias do mês e chega a 21 casos em 2026

Foto: Divulgação

O mês de agosto, marcado pela campanha Agosto Lilás, começou com um cenário preocupante em Mato Grosso do Sul. Nos primeiros seis dias de 2026, três mulheres foram vítimas de feminicídio no estado, elevando para 21 o número de casos registrados neste ano.

Os crimes aconteceram em diferentes municípios e revelam a persistência da violência extrema contra mulheres, principalmente dentro de relações marcadas por conflitos, ameaças e agressões anteriores.

O primeiro caso de agosto ocorreu no dia 2, em Dourados. Rose Batista Cabreira, de 41 anos, foi assassinada em uma emboscada na Aldeia Jaguapiru. Uma mulher foi presa em flagrante suspeita de participação no crime, e a investigação busca esclarecer todas as circunstâncias e possíveis envolvidos.

No dia 5, Adriana Barrios, de 22 anos, foi morta em Paranhos. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes. O companheiro da vítima foi preso em flagrante e é apontado como suspeito do feminicídio.

Já o terceiro caso foi registrado no dia 6 de agosto, em Rio Verde de Mato Grosso, onde uma mulher de 26 anos foi morta a facadas. O companheiro da vítima é investigado pelo crime.

Os números acendem um alerta justamente no mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher. Criada para reforçar a importância da prevenção e da denúncia, a campanha Agosto Lilás busca ampliar a informação sobre os diferentes tipos de agressão e fortalecer a rede de proteção.

Além dos feminicídios, Mato Grosso do Sul também enfrenta altos índices de outros crimes contra mulheres. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram crescimento nos registros de violência doméstica e apontam que meninas e mulheres continuam sendo as principais vítimas de diferentes formas de violência.

Especialistas reforçam que a denúncia precoce pode evitar desfechos mais graves. Agressões físicas, ameaças, perseguições, violência psicológica e controle excessivo dentro de relacionamentos são sinais que precisam ser observados.

Mulheres vítimas de violência podem buscar ajuda pelo telefone 180, canal nacional de atendimento e orientação, ou acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência.

Maria Pereira

Maria Pereira

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