Foto: Redes Sociais
A pequena Ayla Emanuelly, recém-nascida que estava desaparecida desde quinta-feira (6), em Campo Grande, foi encontrada com vida durante a madrugada deste domingo (9), no Paraguai. A bebê estava em uma residência no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero.
Dois brasileiros que estavam com a criança foram presos pelas autoridades paraguaias. Ayla foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação. Segundo as autoridades, ela passa bem.
A localização da bebê foi resultado do trabalho conjunto entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e as forças de segurança do Paraguai. Durante a investigação, policiais acompanharam sinais de celulares que permitiram identificar o deslocamento dos suspeitos.
As informações indicaram que os envolvidos saíram de Campo Grande, passaram por Ponta Porã e seguiram em direção à fronteira com o Paraguai. Com a confirmação de que estavam em território paraguaio, as autoridades brasileiras acionaram os órgãos de segurança do país vizinho.
O cruzamento de dados e informações telemáticas ajudou os investigadores a identificar o endereço onde Ayla estava. Com apoio do Ministério Público paraguaio e do Departamento Antissequestro, policiais chegaram ao imóvel por volta de 1h15 da madrugada e encontraram a recém-nascida.
Durante a ação, também foram apreendidos celulares, documentos e um veículo que teria sido utilizado para transportar a criança através da fronteira. Os aparelhos deverão passar por perícia e podem fornecer novas informações para a investigação.
O desaparecimento de Ayla mobilizou equipes de segurança dos dois países e levou ao acionamento do Amber Alert, sistema utilizado para ampliar a divulgação de casos de crianças desaparecidas.
Agora, a investigação busca esclarecer toda a dinâmica do sequestro, incluindo como a bebê foi retirada de Campo Grande, quem participou do transporte até o Paraguai e se outras pessoas estão envolvidas no crime.
Com Ayla localizada e os dois suspeitos presos, a família aguarda os procedimentos necessários para o retorno da recém-nascida para casa.
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