Caminhoneiro presta depoimento após acidente que matou sete indígenas em MS

Motorista afirmou que deixou o local por medo; polícia investiga as circunstâncias que levaram ao desprendimento do semirreboque

Caminhoneiro presta depoimento após acidente que matou sete indígenas em MS

Foto: Divulgação / BPMrv

O caminhoneiro envolvido no acidente que matou sete indígenas da mesma família, na região sul de Mato Grosso do Sul, se apresentou à Polícia Civil, prestou depoimento e foi liberado. A ocorrência aconteceu na noite de sexta-feira (14), na MS-180, entre Iguatemi e Japorã.

Segundo a investigação, o caminhão transportava uma carga de milho quando o semirreboque se desprendeu e atingiu uma Chevrolet Spin que seguia pela rodovia. Com a colisão, o carro pegou fogo e os sete ocupantes morreram.

Em depoimento, o motorista contou que percebeu que o semirreboque havia se soltado e seguiu com a parte dianteira do caminhão até Mundo Novo. De acordo com a versão apresentada à polícia, ele deixou o veículo estacionado e procurou um hotel, onde comunicou o proprietário sobre o acidente. O caminhoneiro afirmou ainda que deixou a região por medo e que só tomou conhecimento das mortes posteriormente, pelas redes sociais.

O motorista foi liberado porque se apresentou à polícia quando não estava mais em situação de flagrante e não havia ordem judicial de prisão contra ele. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do acidente e verificar eventuais responsabilidades.

As vítimas pertenciam à etnia Guarani e faziam parte da mesma família. O grupo havia saído de São Paulo e estava em Mato Grosso do Sul para participar de atividades de intercâmbio cultural e religioso entre comunidades indígenas da região.

Entre os mortos estavam uma criança de sete anos e um adolescente de 14. Também morreram adultos que participavam da viagem, incluindo uma liderança indígena.

A ocorrência é investigada pela Polícia Civil. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos está a causa do desprendimento do semirreboque e as condições do conjunto que transportava a carga.

O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor e omissão de socorro, conforme as informações divulgadas sobre a investigação.



Maria Pereira

Maria Pereira

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