Casal preso por sequestro de bebê em Campo Grande é entregue à Polícia Federal

Recém-nascida de 28 dias foi localizada no Paraguai e permanece em abrigo em Ponta Porã enquanto aguarda os trâmites para retornar à família

Casal preso por sequestro de bebê em Campo Grande é entregue à Polícia Federal

Foto: Reprodução

O casal preso pelo sequestro da bebê Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, foi entregue à Polícia Federal em Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa foram detidos pela polícia paraguaia em Pedro Juan Caballero, onde a recém-nascida foi localizada na madrugada de domingo (9).

Após ser resgatada, Ayla recebeu atendimento médico no Paraguai. Segundo as autoridades, os exames indicaram que a bebê está bem de saúde. Ela foi encaminhada para um centro de acolhimento em Ponta Porã e permanece sob proteção institucional enquanto são cumpridos os procedimentos necessários para o reencontro com a família.

Durante a entrega do casal no posto de controle migratório de Pedro Juan Caballero, os agentes identificaram que Weliton utilizava documentos falsos. Contra ele também havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Amazonas.

O homem possui uma condenação definitiva a 11 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por homicídio. Ele foi identificado pelas autoridades brasileiras como uma das pessoas envolvidas no caso do sequestro da recém-nascida.

Ayla foi inicialmente levada para uma unidade de saúde de Pedro Juan Caballero logo após ser localizada. Depois dos exames, foi encaminhada para Ponta Porã, onde está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar.

Como a criança foi encontrada em outro país, o retorno à família depende de procedimentos relacionados à repatriação e de determinações judiciais.

Enquanto isso, familiares acompanham o caso em Campo Grande e aguardam a liberação da recém-nascida.

A bebê foi levada de Campo Grande na quinta-feira (6), durante uma ação criminosa que também envolveu duas irmãs, de 17 e 12 anos. As adolescentes teriam sido mantidas em cativeiro por mais de 13 horas.

A localização da criança no Paraguai foi possível após o compartilhamento de informações entre as forças de segurança brasileiras e paraguaias. A operação contou com a atuação da polícia do país vizinho e equipes especializadas brasileiras.

A investigação continua para esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar a participação de outras pessoas e reconstruir o trajeto feito pelos suspeitos até a fronteira.

Maria Pereira

Maria Pereira

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